quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Pela manhã

Acordou, era manhã, a luz brilhante invadia o quarto. Olhou ao seu redor. O som do piano ainda em sua mente. Escutou algum barulho, Gustavo? Rafael? Flavio? Não havia ninguém... No fim, era apenas o lençol amassado.

O piano continuava, não sabia de onde, uma melodia triste, combinava com a melancolia matinal. Respirou fundo, olhou ao redor, Carlos? Silêncio. O barulho dissipou.

Foi à janela observar a cidade lá fora, barulho, lá dentro, vazio. Acendeu um cigarro, a fumaça desaparecia e os olhos não sabiam onde se focar. Luiz?

Ligou o chuveiro, novamente respirou, dessa vez por um tempo maior. Deixou o corpo sentir a água. Sentia-se vivo, as vezes não, por hora não sentia nada. Outro barulho, Antônio? Esqueça, é tudo na mente, só lembranças, masturba-se, acalma, pega a toalha. O corpo já está seco.

Seleciona as roupas, o espelho reflete, ok. A rua, o caminho o espera, ele espera o ônibus, as gentes esperam, todo mundo espera. Lucio? Começa o dia, a ansiedade, o coletivo chega, ele entra, inúmeros rostos. Marcos? Rodrigo? Vinicius? Ninguém.

Um comentário: